quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um nó

Vai existir uma noite comum em que eu vou chegar, abrir a porta, beber água e respirar dentro e fora o peso do meu dia inteiro. Você vai sorrir tranqüilo e com carinho, mas ainda vai reclamar o pagamento do boleto vencendo e eu vou lembrar. Enquanto eu estiver tomando banho, você não vai ter me esperado para jantar como antes, mas vai gritar do quarto que comprou um porta-chaves e que eu nem percebi. Eu vou olhar na sala e de longe você vai observar, mas vou sorrir baixo e esquentar a macarronada com você falando que não deu pra esperar. Vamos sentar à mesa e conversar qualquer coisa do dia e fazer planos pro final de semana, até você notar meu desanimo e vem me beijar, assim de surpresa como quando voltamos a namorar. Vou te abraçar e não dizer que te amo.
Nosso quarto é do nosso jeito, mas tem seu cheiro e vou estar pensando em você enquanto estiver em seu colo assistindo o ridículo das novelas, rindo até que eu adormeça. Quando você levantar e desligar as luzes, vai me cobrir e pensar rápido que poderia não estar ali; sorrindo vou lhe pedir desculpas e dizer que sinto sua falta e não há outra coisa que eu pense, enquanto uma lágrima sua cair em meu peito, vamos dizer que finalmente estamos aqui[...]

1 comentários:

Luiza Castro disse...

Eu não consigui escrever alguma coisa sobre esse texto, mas eu gostei =) ficou meio suspenso... Mas eu gosto mesmo não é de como você escreve, mas de como você descreve, Annita =)